quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O começo de tudo

Sempre gosto de explicar tudo deesde o início!! E depois dessas férias, segundo Paula, eu me tornei ainda mais explicativa. Enfim. É bom pra situar o ouvinte ou, nesse caso, o meu leitor imaginário.

Vou explicar como surgiu a idéia da viagem...
Estávamos, um belo dia, eu e meu, até então, namorado pesquisando sobre bolsas de pesquisa e de estudo no exterior.

Eu sempre tive vontade de fazer algum tipo de intercâmbio na universidade, mas essa oportunidade nunca me foi dada. Enfim. Sem muito tempo para lamentações, adianto logo que Neto achou uma instituição que oferecia bolsas a aluno que fizessem o intercâmbio de uma universidade federal para algumas universidades do mundo.
Como para mim essa informação era inútil, posto que estudo em uma faculdade particular, passamos a voltar as atenções para Neto, já que ele sim, estuda em uma universidade federal e, portanto, poderia concorrer a tal ajuda financeira.

Para isso, bastava que ele fizesse, primeiro, a prova do PIANI que dava a ele a possibilidade do intercâmbio e, posteriormente, concorrer à bolsa.
Passou na prova para a Universidade da belíssima cidade do Porto, em Portugal. De coração apertado, mas feliz, eu soube naquele instante que isso mudaria nossas vidas. Para sempre.

Antes de partir, porém, me convenceu a ir visitá-lo no final do ano. Só restava um quase obstáculo: mammy.

Em minhas divagações mainha jamais iria permitir que eu fosse passar um mês vagando pelo velho mundo. Só tinha um modo de saber: enfrentando a fera!

Depois de muitas conversas cortadas e de ouvir tantos "ainda estou pensando", sentei com ela e conversamos sério.

Inicialmente ela disse que não dava certo, que o dinheiro não dava (eu não mais estava estagiando), que isso que aquilo. E eu com aquela conversa de adolescente: "mas mãe, vc acha que eu não mereço?! Blábláblá"

Depois que eu comecei a chorar foi que ela disse que era brincadeira e que eu podia ir!! Ai meu Deus! Quanta felicidade! Mal podia acreditar. E não acreditei mesmo até o dia em que fui lá e comprei a passagem.

Tínhamos agora outro obstáculo: eu não estava estagiando e, portanto, só tinha o dinheiro que havia juntado no estágio anterior.

Rapidamente espalhei a notícia e Virgínia, uma grande parceira nos estudos e nos negócios, me indicou em um estágio no escritório em que ela estagiava.

Obstáculo nº 2 vencido.

Daí por diante, durante 6 meses, todo o dinheirinho em que eu botava a mão ia direto para o envelope dentro do livro Fausto, Goethe.

E foi assim que em 09 de Setembro de 2008 me vi aos prantos lendo uma carta que o Tico, como é mais conhecido por mim, deixou para seus pais. Séries de promessas e agradecimentos. A minha carta, só a li quando cheguei em casa. E nem preciso dizer o porquê, não é?

Pense em três meses se arrastando lentamente sobre a minha vida, foram setembro, outubro e novembro de 2008.

Ôr! Parecia que não queria me largar mais!

Mas aí, Dezembro finalmente chegou e eu mal podia conter a ansiedade.

Recolhi nas casas das amigas e prima roupas de frio. Arrumei a mala. Cortei radicalmente o cabelo - todas as criaturas do sexo feminino se sentem mais poderosa quando estão de cabelos cortados e unhas bem feitas.

E fiquei assim:


Depois daí todo mundo já sabe, suponho. Viajei a Recife. Agarrei um tal de avião chamado TAP e só me larguei dele nas terras lusitanas.
Pois bem, esse foi o começo de tudo.

Agora já me sinto a vontade para contar das nossas viagens propriamente ditas.

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