quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Portugal I

Esqueci de dizer um detalhe bobo e importante ao mesmo tempo. Quando estava em Recife, tive que passar por uma moça do aeroporto. Enquanto ela conferia meu passaporte, passagem etc etc eu lhe disse:
- To indo ver meu namorado em Portugal.
Ela riu um riso mecânico e me desejou boa sorte. Confesso que me decepcionei com o sorriso, mas fisguei o seu desejo de sorte até a última gota ao longo da viagem.
Fiquei pensando quase a viagem toda sobre a arte de lidar com o público. Deve ser estressante lidar com gente de todo tipo. Imagina só! Ter que ser educada e simpática todo o tempo. E ainda ter que escutar as moiçolas contando o que vai fazer e deixar de fazer nas suas viagens. Saco! (...)
Mas eu só queria compartilhar minha felicidade, ora!

Chegando em Portugal, mal podia acreditar!
No aeroporto de Lisboa desembarquei meio perdida... Mas segui o fluxo. Enfrentei uma fiiiila enorme na imigração. Tensão, nervosismo. A carta-convite estava lá, mas sei lá! Eles podiam
Peguei minhas malas e não contive choro quando o vi. Agarrei, beijei, só alegria!
Ganhei esse coraçãozinho lindo de presente.

Liguei pra mainha:
- Mãe, cheguei.
- Graças a Deus. Neto tá aí? (voz de sono)
- Já tô com ele.
- Boa sorte, minha filha.
- Obrigada, mãe!

Sorte Sorte Sorte! Pra mim é a união entre oportunidade e competência.

Desliguei o telefone.
Compramos os andantes.
Entramos no metro.
Ainda não estava acreditando.

Sotaque engraçado, clima completamente diferente. Fiquei sem saber como me comportar.
Quando chegamos ao nosso destino, ainda pegamos um ônibus e só então chegamos em casa.

O apto que ele dividia com mais 5 meninas (!!) não estava muuuuito organizado, é verdade. Mas também não estava um caos total. Também não tinha tantos móveis...
Enfim, já conhecia as meninas, já tinha falado com elas pelo Messenger então não tinha mto o que apresentar.
No dia anterior elas tinham ido com o pessoal do outro apto para o Bazzart (casa noturna) então estavam ou dormindo ou ressacadas.

Eu detesto perder tempo, então deixamos as minhas malas em casa.
Almoçamos. Neto preparou um delicioso macarrão com camarão que ele sabe que eu amoo!!
Depois partimos para conhecer a cidade.
Ele me levou no centrão, shoppings etc etc.

Voltamos pra casa de noite e já tínhamos programação: Bazzart!

Nos arrumamos e saímos a pé para a casa noturna que ficava a uns 10 min andando.
Mas isso eu tenho que relatar em outro post, porque esse aqui já tá mto grande e eu tenho que estudar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O começo de tudo

Sempre gosto de explicar tudo deesde o início!! E depois dessas férias, segundo Paula, eu me tornei ainda mais explicativa. Enfim. É bom pra situar o ouvinte ou, nesse caso, o meu leitor imaginário.

Vou explicar como surgiu a idéia da viagem...
Estávamos, um belo dia, eu e meu, até então, namorado pesquisando sobre bolsas de pesquisa e de estudo no exterior.

Eu sempre tive vontade de fazer algum tipo de intercâmbio na universidade, mas essa oportunidade nunca me foi dada. Enfim. Sem muito tempo para lamentações, adianto logo que Neto achou uma instituição que oferecia bolsas a aluno que fizessem o intercâmbio de uma universidade federal para algumas universidades do mundo.
Como para mim essa informação era inútil, posto que estudo em uma faculdade particular, passamos a voltar as atenções para Neto, já que ele sim, estuda em uma universidade federal e, portanto, poderia concorrer a tal ajuda financeira.

Para isso, bastava que ele fizesse, primeiro, a prova do PIANI que dava a ele a possibilidade do intercâmbio e, posteriormente, concorrer à bolsa.
Passou na prova para a Universidade da belíssima cidade do Porto, em Portugal. De coração apertado, mas feliz, eu soube naquele instante que isso mudaria nossas vidas. Para sempre.

Antes de partir, porém, me convenceu a ir visitá-lo no final do ano. Só restava um quase obstáculo: mammy.

Em minhas divagações mainha jamais iria permitir que eu fosse passar um mês vagando pelo velho mundo. Só tinha um modo de saber: enfrentando a fera!

Depois de muitas conversas cortadas e de ouvir tantos "ainda estou pensando", sentei com ela e conversamos sério.

Inicialmente ela disse que não dava certo, que o dinheiro não dava (eu não mais estava estagiando), que isso que aquilo. E eu com aquela conversa de adolescente: "mas mãe, vc acha que eu não mereço?! Blábláblá"

Depois que eu comecei a chorar foi que ela disse que era brincadeira e que eu podia ir!! Ai meu Deus! Quanta felicidade! Mal podia acreditar. E não acreditei mesmo até o dia em que fui lá e comprei a passagem.

Tínhamos agora outro obstáculo: eu não estava estagiando e, portanto, só tinha o dinheiro que havia juntado no estágio anterior.

Rapidamente espalhei a notícia e Virgínia, uma grande parceira nos estudos e nos negócios, me indicou em um estágio no escritório em que ela estagiava.

Obstáculo nº 2 vencido.

Daí por diante, durante 6 meses, todo o dinheirinho em que eu botava a mão ia direto para o envelope dentro do livro Fausto, Goethe.

E foi assim que em 09 de Setembro de 2008 me vi aos prantos lendo uma carta que o Tico, como é mais conhecido por mim, deixou para seus pais. Séries de promessas e agradecimentos. A minha carta, só a li quando cheguei em casa. E nem preciso dizer o porquê, não é?

Pense em três meses se arrastando lentamente sobre a minha vida, foram setembro, outubro e novembro de 2008.

Ôr! Parecia que não queria me largar mais!

Mas aí, Dezembro finalmente chegou e eu mal podia conter a ansiedade.

Recolhi nas casas das amigas e prima roupas de frio. Arrumei a mala. Cortei radicalmente o cabelo - todas as criaturas do sexo feminino se sentem mais poderosa quando estão de cabelos cortados e unhas bem feitas.

E fiquei assim:


Depois daí todo mundo já sabe, suponho. Viajei a Recife. Agarrei um tal de avião chamado TAP e só me larguei dele nas terras lusitanas.
Pois bem, esse foi o começo de tudo.

Agora já me sinto a vontade para contar das nossas viagens propriamente ditas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Gabriella, muito prazer!

A intenção primeira deste blog é transformá-lo no meu arquivo pessoal de viagens.
Acabo de chegar de um mochilão de 1 mês pela Europa com meu namorado - atual noivo! - cheia de histórias pra contar, fotos pra mostrar, música para compartilhar...
Nunca fui uma viajante contumaz, mas depois dessa incrível experiência, meu mochilão não vai mais criar teias de aranha. Juro!
Então, vou começar contando "o que fiz nas férias" de Dezembro de 2008...